VOCÊ É INTELIGENTE?

Há diferenças entre inteligências? Sem titubear, a resposta seria sim. Nota-se que há uma guerra de conceitos para se chegar à resposta. O que necessário se faz é o concomitante da Realidade com a mudança de Paradigmas e a Visão de mundo.

Até bem pouco tempo atrás (a mudança caminha e vem a passos de formiga, mas vem…), era certo dizer que um advogado, médico, dentista, “doutô”, etc. eram detentores do conhecimento. Quem conseguisse obter tais profissões como estas e outras correlacionadas a estes gêneros teria o status profissional elevado na sociedade. E que, quem encontra se na plataforma base da sociedade eram somente as “formiguinhas”, os “peões” no tabuleiro da vida.

Não tirando o mérito jamais de um curso superior de Direito ou de Medicina, pois que, para tais formações, o estudante tem de se empenhar e aplicar e muito. Mas, todos bem sabemos que uma sociedade não pode haver constituída somente por médicos e, ou dentistas, ou advogados, assim como uma língua não é feita pela gramática normativa e sim pelo povo que a lapida todos os dias.

Exemplo, não se vê de maneira alguma um médico empurrando de 12 a 14 horas por dia um carrinho de madeira, catando materiais recicláveis pelas ruas da cidade. De Outra forma, ainda não foi visto nenhum mendigo em um Fórum advogando uma causa a favor de um réu qualquer. Então, pode-se dizer que um advogado, médico, “doutô”, alfabetizados em níveis superiores possuem mais cultura do que um ajudante de carpintaria, ou borracheiro, ou atendente de padaria? Encontra-se aí um grande dilema social e humanístico. Chega-se adiante a três paradigmas cruciais e dignos de reflexão.

INTELIGÊNCIA, CULTURA & SORTE.

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Existem diferenças de inteligências? Certamente. Existem diferenças culturais? Sem dúvidas. Uma inteligência é melhor do que outra (há quem discorde)? De modo algum. E, uma cultura é mais importante do que outra? Negativo. Tudo irá depender da visão de mundo. Tudo depende do mundo. Daquilo que a vida reserva e entrega a cada um. Pode-se afirmar como exemplo que, ao se subir uma montanha, a cada passo, a cada nível alcançado se vê tudo de forma diferente e distinta. Levando com isto a posicionamento singular.

Escancaram-se em o seguinte: os Distúrbios e as Convenções. Ou seja, em algum lugar no passado, no tempo e espaço, algum presunçoso determinou que ser médico, dentista, advogado, juiz, ou outros cargos da elite,  seriam pessoas mais importantes de todas na sociedade. Entretanto, um médico necessita de verduras e leguminosas produzidos lá no campo por aquele agricultor iletrado, mas que sabe falar, ouvir e entender o idioma nativo; analfabeto, mas  que conhece bem as datas certas dos tempos e das estações do ano e em seguida para cultivar a cultura necessária que alimentará as bocas famintas.

A problemática certamente apoia-se na Hierarquização e no Domínio. No domínio da sociedade, o cume da pirâmide não dá o braço a torcer. Os filhos acabam por herdar e seguir as pisaduras e trilhas dos pais. Exemplo, em uma casa com cinco filhos: O pai, é psiquiatra  o primeiro filho, dentista; o segundo é otorrinolaringologista; o terceiro, fisioterapeuta; o quarto é cardiologista e, o quinto é clínico geral. Noutro exemplo, outra família de cinco filhos; o pai é senador; o primeiro filho é governador; o segundo filho, deputado federal; o terceiro, deputado estadual; o quarto é  prefeito e, o quinto é vereador.

Vê-se que muitas vezes, a sorte passa longe da inteligência. E, a cultura assenhora-se da individualidade patriarcal social. Onde então se fluirá o encaixe do alívio da tensão estrutural onde, dificilmente, as classes sociais entraram em processo de micigenação? Uma das possíveis alternativas seria a transposição de classes em progressão exponencial (Quem tiver uma sugestão ou resposta melhor, fique a vontade em compartilhar com o mundo).

No caso dos comandatários, adquirir as melhores tecnologias, o melhor da ciência, o melhor da terra, o melhor de tudo que o mundo pode oferecer. E, muito mais do que necessitam e jamais necessitariam. Mas que, adquirem somente para insuflar os desejos egoístas de ter mais do que necessitam. Ora, para imbuir os anseios  mais vagos e vazios da luxúria da alma.

No caso dos comandados  por outro lado fica a vontade reprimida, a esperança desesperada, os sonhos fora de alcance, a alienação mental e existencial concretizado.  Mas, entretanto, resta o sol! Ah! Ou melhor ainda, os raios propiciadores de câncer, a fadiga, o desgosto, a depressão e a inutilidade do trabalho árduo de sol a sol em busca de um salário-base, estipulado pelos os que detém a sorte da Divina Providência, e que já vem com mais de dois terços do seu montante total comprometidos pelas despesas forçadas do dia a dia.

Você é inteligente? Você tem cultura? Você tem sorte? No final das contas, para uns sobram apenas umas gotas de Black Label Johnny Walker Blend Whiskey no fundo da taça de cristal. E, para outros, resta apenas um cachorro lambendo a boca dum corpo caído em uma esquina, sargeta qualquer, onde após uns dois litros de cachaça amargosa curtida com um filhote de cobra dentro e uma casca de uma árvore estranha, vendida lá na bitaca “Pé de Cobra”, donde “Zé pinga-brasa e manda-fogo” é o dono. E que, além de vender as benditas biritas Culturais indígenas, alienou o local para ponto de comércio, onde um Inteligentíssimo tem agora a chance de trabalhar a Sorte sua através do famigerado jogo de bicho.

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Sobre: Adriano Taciano

Latino; Brasileiro; Mineiro; Belorizontino; Estudante (graduação superior tecnológica em Gestão de Recursos Humanos); Poeta e escritor; compositor e músico autodidata.

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