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Uma explanação sobre os caminhos do inconsciente e a motivação

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Uma Explanação sobre os Caminhos do Inconsciente e a Mitivação

Nos seus primórdios, a psicologia científica se ocupava apenas da experiência mental consciente. O s filósofos empiristas que a antecederam também haviam procedido do mesmo modo, restringindo suas especulações ao campo da consciência. Embora o interesse por processos não-conscientes possa remontar a Platão, foi só com o advento da Psicopatologia e, mais a frente, da Psicanálise Freudiana, que o inconsciente passara a ser estudado de maneira ostensiva (SHULTZ; SHULTZ, 1999).

O uso da psicoterapia como forma de tratamento das neuroses, seguira um desenvolvimento marcado por diversas mudanças significativas e específicas, onde o conceito de inconsciente desempenhara um importante papel, ao direcionar o processo de análise para dimensões mais profundas da psique e ao sugerir que as causas dos sintomas apresentados pelos pacientes iam muito além do que uma visão superficial, ao nível da consciência, podia revelar. Ao versar sobre a evolução da psicoterapia e sobre o valor da noção de inconsciente no tratamento das perturbações neuróticas, Jung (1985) dividira esse desenvolvimento em mais ou menos três estágios principais: a sugestão, o método catártico e, finalmente, o método psicanalítico. Inicialmente, a idéia era reprimir os sintomas, a partir de uma postura firme e decidida do terapeuta quanto à irracionalidade e ao absurdo contido em tais manifestações sintomáticas, podendo-se recorrer ainda ao método hipnótico, bastante famoso na época:

Olhando mais de perto, o que naquele tempo se entendia por psicoterapia, era uma espécie de conselho enérgico ou benevolente paternal […] forma de convencer o doente de que o sintoma “era apenas psíquico” e, portanto, não passava de imaginação doentia. […] O tratamento por sugestão (hipnose, etc.) não foi abandonado levianamente, mas porque os seus resultados eram deveras insatisfatórios. Na realidade, a sua aplicação era relativamente fácil e prática, permitia que um clínico habilidoso tratasse de vários pacientes ao mesmo tempo, e pelo menos, parecia ser o início auspicioso de um método realmente lucrativo. Contudo, os êxitos reais de cura eram tão esparsos e fugazes, que nem a promessa de uma possibilidade de terapia que pudesse ser simultaneamente aplicada às massas conseguiu salvar o tratamento por sugestão. (JUNG, 1985, p. 19)

Posteriormente, Freud e Breuer reconheceram a importância de se adentrar nas origens dos sintomas, vendo-os não mais como mero resultado da imaginação neurótica, mas como a expressão de traumas psicológicos vivenciados pelo indivíduo e não mais acessíveis à consciência. Essa concepção faria emergir o chamado método catártico, como alternativa à insuficiência da sugestão enquanto procedimento terapêutico. Desta vez, o que se buscava era trazer à tona os incidentes traumáticos, visando à ab-reação das emoções causadoras da sintomatologia neurótica. Todavia, Freud não tardou muito em perceber algo mais nos traumas de seus pacientes, tendo verificado que o simples processo de ab-reação não serviria, por si só, como forma de eliminar a neurose. Foi a partir desse reconhecimento que ele chegara então à noção de recalque, aprofundando o estudo do inconsciente e formulando sua teoria psicanalítica. Freud passara a se utilizar da associação livre e do método interpretativo, recorrendo aos sonhos e fantasias dos pacientes como material de análise. Suas idéias controversas e um tanto revolucionárias para a época, geraram as mais diversas reações por parte do público e de seus seguidores, propiciando o surgimento de várias teorias dissidentes (JUNG, 1985; LAPLANCHE, 2001).

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Toda essa história, já bastante esmiuçada nos livros de Psicologia, constitui, entretanto, apenas uma parte da evolução do conceito de inconsciente através dos tempos. Filósofos como Arthur Shopenhauer, Eduard von Hartmann e Carl Gustav Carus já haviam se debruçado sobre a noção de processos não-conscientes antes da Psicanálise e da Psicologia profunda como um todo. Muitos foram aqueles que, antes de Freud, abordaram o tema inconsciente em suas elucubrações teóricas e filosóficas, e muitos foram os que se opuseram a esse conceito ao explicar os processos que determinam a motivação humana.

1.1 Justificativa

Vários autores têm demonstrado a importância de se rastrear os fundamentos filosóficos de conceitos da Psicologia e de se estabelecer relações entre a ciência psicológica e as demais áreas do saber, o que fortalece a compreensão dos conceitos estudados, localiza-os na história do pensamento humano e indica pontos de discussão relevantes ( ).

Sabe-se que Freud estudara filosofia durante praticamente toda a sua vida e chegara mesmo a fazer referência, em sua obra, a determinados filósofos que o teriam influenciado na construção de suas teorias ( ). A noção de inconsciente psicanalítica tem assim suas origens na própria filosofia, como resultado da preocupação de certos pensadores em explicar o funcionamento da mente humana ( ). Os manuais de Psicologia em geral, tendem a negligenciar os antecedentes históricos da noção de inconsciente psicanalítica, ou referem-se a eles apenas superficialmente. Porém, a compreensão da teoria psicanalítica poderia ser muito mais enriquecida, mediante o estudo de como um de seus conceitos fundamentais (o de inconsciente) se deu anteriormente, no campo da filosofia, o que forneceria uma visão amplificada dos fundamentos e do desenvolvimento e desabrochar da noção de inconsciente utilizada hoje.

A discussão sobre o tema pode inclusive suscitar questões relevantes para futuras pesquisas e indicar caminhos no sentido de solucionar lacunas existentes na literatura sobre o inconsciente, contribuindo até mesmo para o avanço do trabalho psicanalítico. Afinal, as questões existenciais formuladas pelos filósofos ao longo do tempo, acerca da noção de inconsciente, dizem respeito a antigas preocupações humanas que atualmente constituem objeto de estudo da Psicologia (necessidades, auto-estima, etc.), e que são diariamente trabalhadas pelos psicólogos em diferentes contextos, seja na clínica, na escola ou nas mais variadas instituições. A relevância social do presente estudo reside justamente no levantamento de aspectos do inconsciente, a partir da filosofia, que poderiam auxiliar o psicólogo a repensar dilemas humanos observados, sobretudo, em sua prática psicoterapêutica.

2 OBJETIVOS

2.1 Objetivo geral

Discutir os antecedentes e fundamentos teóricos da noção psicanalítica de inconsciente na Filosofia.

2.2 Objetivos específicos

Relacionar os autores da filosofia anteriores a Freud, comprometidos em sua obra com a noção de processos não-conscientes, visando investigar suas principais contribuições para o assunto.
Verificar a possível influência das contribuições filosóficas desses autores na elaboração da teoria psicanalítica sobre o inconsciente.

Averiguar a possível relação entre os conceitos filosóficos estudados e a visão de homem e de tratamento propostas pela psicanálise freudiana, a partir da noção de inconsciente.

3 A TEORIA FREUDIANA DO INCONSCIENTE

De acordo com Sigmund Freud, para analisarmos os processos inconscientes, primeiramente, temos que entender que a mente consciente exerce um controle sobre o inconsciente, controle esse que se efetua através de uma coerência lógica, a qual se opõe aos relatos inconscientes, inviabilizando a determinação destes se tornarem acessíveis. O sistema inconsciente é formado por conteúdos pessoais reprimidos e pulsões de origem biológica. Estas se opõem normalmente às exigências da realidade e da civilização, o que gera uma atitude de inibição por parte da consciência. Os conteúdos presentes no inconsciente têm uma relação entre si diferente da que ocorre na consciência, reafirmando esta última como um dado inegável da experiência humana. O inconsciente não se caracteriza como um conteúdo específico, mas, como o modo segundo o qual um conteúdo opera, impondo-lhe uma determinada forma. Ele se expressa através de símbolos (perceptíveis principalmente nos sonhos), fato este que decorre dos mecanismos de defesa pré-conscientes, os quais buscam “mascarar” conteúdos recalcados. Não se pode, portanto, ver o inconsciente apenas através de um aspecto biológico, porque o inconsciente só existe quando visto por meio do simbolismo, uma vez que é o recalcamento que produz o inconsciente, e, isso só ocorre por exigência do simbolismo. (ROSA , 1984).

A energia psíquica ou libido, responsável pela viabilização dos processos mentais é de cunho essencialmente sexual. Freud tendia a conceber a origem das psicopatologias na problemática sexual, sobretudo advinda da infância. Muito daquilo que vivenciamos quando criança permanece conosco ao crescermos, por vezes, sob a forma de complexos e desejos recalcados. Estes têm uma participação decisiva na estruturação de nossa personalidade e, por conseguinte, na motivação de nossos hábitos, crenças e atitudes (REIS, MAGALHÃES; GONÇALVES, 1984).

3 A CONTRIBUIÇÃO DE CARL JUNG

Jung (1983), criador da psicologia analítica, em contraposição à tese freudiana do inconsciente, postula que o comportamento humano é condicionado não apenas pela história individual, mas também racial e coletiva. A teoria Junguiana da personalidade compreende tanto o campo da consciência e seus aspectos quanto o do inconsciente. A criança ao nascer, apresenta um padrão de funcionalidade psíquica inconsciente. Através de sua colisão com a realidade externa, tem início a formação da estrutura egóica, processo que perdurará por toda a vida. O ego, portanto, é o centro da personalidade consciente, sujeito de todas as adaptações do indivíduo ao meio e possuidor de certa vontade livre. Ele não representa, entretanto, o cerne da personalidade total, senão uma de suas várias manifestações.

Por de trás da consciência, agem fenômenos obscuros e imprevisíveis ao Ego, e que constituem a ação de uma entidade ao mesmo tempo distinta e profundamente vinculada à personalidade consciente: o Self, ou a expressão da totalidade psíquica (si mesmo). Todo ser humano traz em si um impulso básico à expressão e ao desenvolvimento de suas potencialidades. A meta de nossa existência, segundo Jung, consiste no aperfeiçoamento e integração cada vez maiores da personalidade, visando assim à expressão daquilo que somos em essência. Cada ser é especial e singular e tem como caminho tornar-se o ser único que de fato é. A isso Jung deu o nome de processo de individuação (REIS, MAGALHÃES; GONÇALVES, 1984).

Jung via a personalidade individual como produto e continente de sua história ancestral. Os seres humanos modernos foram moldados em sua presente forma pelas experiências cumulativas de gerações passadas. As fundações da personalidade são primitivas, inatas, inconscientes e provavelmente universais. Nascemos com muitas predisposições legadas por nossos ancestrais; essas predisposições orientam nossa conduta e determinam em parte aquilo de que nos tornaremos conscientes e que responderão em nosso mundo experencial, isto é, existe uma personalidade racialmente pré-formada e coletiva que funciona seletivamente no mundo da experiência e é modificada e elaborada pelas experiências vividas conscientemente. A personalidade de um indivíduo resulta de forças internas agindo sempre sobre e sendo influenciadas por forças externas (REIS, MAGALHÃES; GONÇALVES, 1984).

Jung considera o inconsciente como uma parte tão vital e tão real da vida de uma pessoa quanto a consciência e o mundo do Ego. Em um de seus exemplos, Jung, relaciona a capacidade do inconsciente com a nossa vida diária, ao nos depararmos com dilemas e conflitos, e, resolvermos de forma surpreendente através de inspirações advindas do inconsciente (JUNG, 1985).

Jung concebia a existência de dois tipos de inconsciente: o pessoal e o coletivo. O inconsciente pessoal representa o depositário de conteúdos que não obtém a aceitação do Ego: contém material dotado de carga libidinal insuficiente para atingir a consciência, ou que não se harmoniza com ela e, portanto, não pode nela permanecer. Contém material reprimido carregado de forte potencial afetivo (ódio, inveja, agressividade), que tendem a formar complexos. Em suma, o inconsciente pessoal corresponde o mesmo que o inconsciente freudiano. Numa ampliação da teoria de Freud, Jung postula a existência de um inconsciente coletivo, o qual é formado de disposições latentes herdadas, que induzem reações idênticas em quase todas as pessoas: são os arquétipos, que constituem a representação psíquica da estrutura cerebral. Os arquétipos são impessoais, comuns a todos os homens e transmitem-se pôr hereditariedade. A mente humana não está presa somente ao passado de sua infância, mas ao passado de sua espécie. Assim como o homem herda caracteres biológicos, herda também imagens e experiências de um passado ancestral, inconscientemente (JUNG, 1983).

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
http://www.cobra.pages.nom.br/fc-hartmann.html

JUNG, C.G. Psicologia do inconsciente. Petrópolis: Vozes, 1983.

JUNG, C.G. A prática da psicoterapia. Petrópolis: Vozes, 1985.

JUNG, C. G. Fundamentos de psicologia analítica. Petrópolis: Vozes, 1985.

LAPLANCHE, J. Vocabulário da psicanálise. Martins Fontes, 2001.

REIS, A. O. A; LÚCIA, M. A. M; WALDIR, L. G. Teorias da personalidade em Freud, Reich e Jung.In. Temas básicos de psicologia, Vol. 7. São Paulo: EPU, 1984.

ROSA, L. A. G. Freud e o inconsciente. Rio de Janeiro: Zahar editores, 1983.

SHULTZ, D. P; SHULTZ, S. E. História da psicologia Moderna. São Paulo: Cultrix, 1999.

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Sobre: Maria de Fátima Fernandes

Sou psicóloga clínica e trabalho com a abordagem psicanalítica. Tenho experiência com várias modalidades de psicoterapia (atendimento infantil, adolescente e adulto, família, etc.) realizo palestras e cursos sobre temas variados. Em minha prática como profissional, prezo sempre pelo respeito e pela ética. Dedico minha vida à uma maior compreensão de mim mesma, do ser humano e das pessoas à minha volta

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