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Não posso reclamar da vida. Minha família sempre teve boas condições, por isso tínhamos uma vida muito confortável. Viajávamos nas férias para a casa de parentes distante, ou mesmo para pontos turísticos que tínhamos vontade de conhecer – nada no exterior, mas locais que demandavam um pouco mais de recurso financeiro para chegar, ficar e retornar. Nos feriados prolongados, eu ia com meus irmãos a um hotel-fazenda que adorávamos desde pequenos por causa das opções de lazer que havia lá como passeio a cavalo, trilhas rappel…

E quando estávamos em casa, também tínhamos nossas curtições. Morávamos em uma casa ampla, com um grande quintal. Numa parte desse quintal havia uma árvore que se tornou meu calmante natural: um flamboyant. Alta e com galhos fortes, ela dava suporte a um balanço feito com um palete e cordas, que meu pai fez junto com meu irmão do meio. Era um palete novo, então era muito limpo e claro; por cima, colocamos uma espécie de colchão do mesmo tamanho do palete, e almofadas. Eu passava horas ali. Era meu lugar favorito.

Nos trilhos da vida

Mas a vida da gente vai seguindo e nos empurrando para a frente, e aconteceu que me formei, casei e me mudei para um apartamento na mesma cidade. Foi uma mudança mais radical do que eu havia imaginado! Vivi todos os anos da minha vida numa casa térrea com um quintal enorme e, agora, estava confinada a um apartamento – muito bonito, mas… apartamento. Sem quintal, sem tanto espaço. O verde disponível vinha de uma samambaia na varanda da sala e uns vasinhos de flor que espalhei pela casa, mas não me satisfazia. Então, quando eu precisava me reequilibrar, ia à casa dos meus pais passar um tempinho no “meu” balanço de palete.

É difícil mudar certos hábitos, mas com persistência e uma paciência enorme, a gente acaba conseguindo. Além do mais, tinha um marido amoroso e uma carreira pela frente: a graduação em enfermagem me permitiu uma rápida escalada no hospital, e logo eu liderava uma equipe inteira. Meus pais acharam que eu tivesse enlouquecido com essa escolha, mas mesmo eles precisavam reconhecer que eu definitivamente não tinha problemas em cuidar de pessoas doentes ou machucadas, mesmo que o ferimento fosse feio. Por que não aproveitar esse talento? Talvez não desse o retorno financeiro que eles gostariam de me ver ter, mas eu estava feliz.

Mudança de trilhos

Mas aconteceu um imprevisto, desses que a gente não ignora. Fiquei doente. Muito doente. Um nódulo no seio direito apareceu de repente, e aquilo não era bom sinal. Os exames confirmaram: era um tumor. Tinha acabado de perder minha mãe para a mesma doença e agora, nem três meses depois, apontam a mesma arma na minha direção. A família veio abaixo, mas minhas chances eram melhores porque estava numa fase mais inicial do que o da minha mãe, quando ela descobriu. De todo jeito, eu teria que fazer uma mastectomia completa.

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E isso meu marido não aguentou. Quando ele me viu depois da remoção dos pontos, “mutilada”, ele saiu do hospital muito assustado e só voltou na semana seguinte, com um pedido de divórcio por escrito. Eu já não estava muito bem, imagine depois dessa… Mas pus meu foco na minha cura, então “desapeguei” e deixei ele ir embora da minha vida. E como eu não tinha como me manter naquele apartamento sozinha (o salário dele era muito maior que o meu), voltei à minha antiga casa. Viu? Nem tudo foi ruim! O processo de voltar foi muito ruim, mas estar ali de novo me dava paz.

O tratamento foi longo, mais de um ano entre quimioterapia e radioterapias. Quando o clima permitia, eu ficava lá fora, no meu balanço de palete, olhando as “flores de fada” (como eu chamava) sendo balançadas pelo vento, tirando longos cochilos. Meu pai preferia que eu ficasse dentro de casa para que pudesse me vigiar melhor, mas não tinha jeito: eu só queria meu balanço. Ele deixava.

Já fazem dois anos que o tratamento terminou e o prognóstico é bom. Ainda moro com meu pai, já que meus irmãos também se casaram e se mudaram, então um faz companhia para o outro. Nesse momento ele está chamando meu irmão para vir nos visitar e ajudá-lo a reformar o balanço, “porque o palete já está meio velho”.

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