Sobre o sexo, ou sobre o amor?

Atualmente a crise que atinge a Europa e o mundo em geral, tem imposto uma grande barreira na vida da maioria das pessoas, fazendo com que a diversão e o prazer estejam cada vez mais ausentes do dia-a-dia. Poucas coisas continuam a fazer parte de nossas vidas de forma barata e acessível a todos, entretanto, o sexo faz parte dessa minúscula partícula de coisas que podem ser feitas de forma gratuita. Porém, talvez por essa facilidade de acesso por parte de todos, o sexo se tornou algo tão banal e descartável. A maioria das pessoas prefere fazer sexo por fazer, sem ter a preocupação de procurar alguém especial e, consequentemente, ter uma experiência também especial. Os jovens iniciam a vida sexual cada vez mais cedo, lá se foi o tempo em que meninas brincavam de boneca e meninos brincavam de carrinho, hoje eles pulam essa etapa e aprendem as coisas de adultos prematuramente, perdendo com isso a infância e as delícias inesquecíveis que essa época nos traz. Hoje o amor é que se tornou algo dispensável, algo que as pessoas não buscam encontrar e nem se dão a oportunidade de encontrar, ninguém quer saber de corações acelerados, estrelas a brilhar mais intensamente e friozinho na barriga, o que todos querem é aliviar os desejos, dizer adeus, virar as costas e ir embora. É uma diversão barata em tempos de crise e, não se pode negar, que também não é nada mal, levando-se em conta que o sexo é uma das melhores coisas do mundo, mas o preço que se paga no final é que, nos distanciamos cada vez mais da inexplicável sensação de não estarmos sozinhos, de termos alguém com quem contar em momentos que precisamos contar com alguém, de nos emocionarmos com um simples toque ou um olhar, de querermos estar exactamente ali onde estamos, ao lado de uma única pessoa, sem nos importarmos se existe crise, problemas ou mesmo se existe um mundo que não seja esse mundo de dois em que estamos a viver. Porém, o amor é muito mais caro! O amor exige romantismo, exige jantar à luz de velas, envio de flores, prendas de aniversário, telefonemas infindáveis e explicações… Ah! As infindáveis explicações que o amor exige: onde fomos, onde vamos, com quem vamos… O amor é uma eternidade de perguntas e respostas, de negações e afirmações, de consentimentos e não-consentimentos… O amor custa caro e, em tempos de crise, pensamos, o melhor é nos divertirmos com o sexo casual e sem compromisso… Assim, abrimos mão da única coisa que talvez possa nos livrar da crise: o amor. O amor por nós, pelos semelhantes e pelo ser escolhido para estar do nosso lado, mesmo em tempos de crise.

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Sobre: francomafra

Olá, acabo de criar um blog sobre assuntos diversos, tais como: moda, sexo, beleza, saúde, curiosidades e música. Ficaria muito feliz se vocês pudessem visitar e, se possível, tornarem-se membros. Abraços.

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