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QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO RESENHA CRÍTICA

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A presente resenha tem por base os seguintes artigos: “Qualidade de vida no trabalho: origem, evolução e perspectivas” (Vasconcelos 2001); “Qualidade de vida no trabalho x auto-realização humana” ( Morett); “Stress e Qualidade de Vida no Trabalho: a Percepção de Profissionais do Setor de Hotelaria” (Ayres, Silva e Souto-maior 2004) e “Qualidade de vida no trabalho: uma visão crítica da relação entre o trabalhador e a empresa” (Souza Jr 2003). Como se pode observar, os textos citados apresentam como ponto em comum a questão da qualidade de vida no ambiente de trabalho, cada um deles com sua especificidade argumentativa.
O primeiro artigo faz uma retrospectiva acerca do conceito de Qualidade de Vida no Trabalho (QVT) até os dias atuais, analisando a contribuição dada por alguns pesquisadores nesta área do conhecimento, avaliando as dificuldades e obstáculos enfrentados para a adequada implementação de (QVT).
A princípio destaca-se o intenso esforço de sobrevivência das empresas, bem como o desgaste e sacrifício impingido ao servidor moderno, bem como a origem e evolução dos estudos direcionados a qualidade de vida no trabalho, como por exemplo, o Helton mayo, cujas pesquisas são bastante relevantes para o estudo do comportamento humano no contexto da qualidade de vida no trabalho. A partir da tabela apresentada no texto, o leitor tem acesso, de forma resumida, à trajetória sobre as concepções evolutivas do QVT, que abrange as características de cada época.
Tomando por base o pensamento de França (1997), Vasconcelos destaca que a construção da qualidade de vida no trabalho ocorre a partir do momento em que se olha a empresa e as pessoas como um todo, o que chama de enfoque biopsicossocial. Faz menção também às concepções de Limongi (1995) e Albuquerque (1997), quando asseguram que ciências como: Saúde, Ecologia, Ergonomia, Psicologia, Sociologia, Economia, Administração e Engenharia, têm dado contribuição aos estudos sobre QVT.
O autor cita Sucesso (1998) para destacar alguns fatores que abrangem a qualidade de vida no trabalho, dentre eles está à vida emocional satisfatória, auto-estima, imagem da empresa junto à opinião pública, equilíbrio entre trabalho e laser, respeito aos direitos etc. Cita também Silva e Marchi (1997) para evidenciar a adoção de programas de qualidade de vida e promoção da saúde como fatores que propiciam ao indivíduo maior resistência ao estresse, maior estabilidade emocional, maior motivação, maior eficiência no trabalho, melhor auto-imagem e melhor relacionamento.
Vasconcelos (2001) prossegue seus argumentos enfatizando sobre as perspectivas e desafios acerca da qualidade de vida no trabalho, destacando, através de uma tabela, o percentual de Rankings da América do Sul, Europa, Estados Unidos e Canadá. Em seguida apresenta uma tabela contendo o número de horas de trabalho por semana – executivos entre seis países, dos quais, o Brasil sai em primeiro lugar com 54 horas de trabalho semanais, com relação a médio de horas por ano, o Brasil fica em oitavo lugar com 1927 horas de trabalho.
Diante das considerações do autor, observa-se sua aversão aos ambientes modernos de trabalho que promovem a infelicidade dos trabalhadores, tratando-os como meros objetos, conforme mostra o filme “Tempos Modernos”. Neste sentido, acreditamos que a organizações contemporâneas devem levar em conta as subjetividades dos trabalhadores, promovendo situações que propiciem melhorias de vida no ambiente de trabalho, introduzindo estratégias que beneficiem aos trabalhadores para que se sintam valorizados, desta forma, o bem estar do trabalhador refletirá na qualidade dos seus serviços e nos resultados obtidos em suas funções.
Com relação ao segundo artigo, apresenta uma discussão teórica acerca da qualidade de vida no trabalho X a auto-realizarão humana, que começa por evidenciar a necessidade urgente das organizações abraçarem o novo conceito de trabalho, bem como os desafios a ele inerentes. Destaca-se a qualidade de vida no trabalho no sentido da busca pela auto-realização humana. Neste contexto, Moretti comenta sobre o poder do trabalho na vida humana, onde afirma que o trabalho pode ser considerado o elemento mais importante da produção social. Para argumentar sobre produção social, o autor destaca que seu alicerce desloca-se da agricultura para a indústria, da Revolução Industrial para revolução atual, que insere o trabalhador na área do conhecimento, requerendo deste o desenvolvimento de habilidades para atender as demandas do mundo contemporâneo: um mundo complexo, incerto e instável.
O autor considera que a origem do movimento de qualidade de vida no trabalho remontou em 1950 com o surgimento da abordagem sócio-técnica. A partir da década de 60 tomaram impulsos iniciativas na busca de melhores formas de organizar o trabalho, na década de 70 surge um movimento pela qualidade de vida no trabalho, em linhas gerais, pretendia-se, através deste movimento, fazer com que os empregados tivessem maior motivação para trabalhar e atender as demandas do mundo competitivo.
De acordo com Moretti, a motivação do empregado pode ser alcançada através da criação de um ambiente onde as pessoas possam se sentir bem com a gerência, com elas mesmas e entre seus colegas de trabalho, e estar confiantes na satisfação das próprias necessidades, ao mesmo tempo em que cooperam com o grupo. Desta forma, o administrador deve ter capacidade de liderança, no sentido de motivar, dirigir, influenciar e comunicar-se com seus subordinados.
Diante das concepções do autor, observamos assuntos extremamente relevantes, como por exemplo, quando assegura que não se pode verificar a qualidade de vida no trabalho sem levar em conta a dimensão “remuneração”, pois toda espécie de “emprego” está, indispensavelmente, associado a uma remuneração, o que já não ocorre com o trabalho. Desta forma, é possível haver trabalho sem remuneração, mas não “emprego” sem remuneração. Idéia esta que é compartilhada por todos os autores citados no texto.
O terceiro artigo a ser apresentado neste trabalho discute sobre o stress e qualidade de vida no trabalho, trata-se de uma abordagem acerca da percepção de profissionais do setor de hotelaria. Para tanto, destaca-se o crescimento da indústria do turismo como principal atrativo à expansão do mercado de trabalho neste setor. Em torno dessa realidade torna-se relevante investir na qualidade dos serviços prestados, visando ao alcance de posições competitivas, por meio do foco na qualificação e na valorização das pessoas que atuam no setor de turismo, uma vez que este desponta como um dos principais empregadores, oferecendo trabalhos registrados a muitas pessoas.
Assim como Vasconcelos (2001), Ayres, Silva e Souto-maior (2004), destacam importantes informações acerca da QVT (Qualidade de Vida no Trabalho), ressaltando que a partir dos conceitos estabelecidos acerca da QVT pode-se compreender que ações que promovam a Qualidade de Vida no Trabalho são importantes não só do ponto de vista do trabalhador, mas também dos empregadores e da sociedade em geral. Cita O Modelo de QVT de Walton que propõe oito variáveis: Compensação justa e adequada, Condições seguras e saudáveis de trabalho, Oportunidade imediata de uso e desenvolvimento das capacidades humanas, Oportunidade de contínuo crescimento e segurança, Integração social na organização do trabalho, Constitucionalismo na organização do trabalho, Congruência do trabalho com o espaço total da vida e Relevância social da vida de trabalho.
Dentre os itens enfatizados pelos autores, pode-se fazer menção ao stress, que pode ser desencadeado, dentre alguns fatores, pelo ocupacional, quanto a este fator, constata-se que as modificações nos processos e organização do trabalho, além da competitividade organizacional gerada pelo fenômeno da globalização, vêm causando um fenômeno de instabilidade emocional e física nos ocupantes dos postos de trabalho. Eis uma preocupação que deve atingir tanto aos empregadores quanto aos empregados.
Neste sentido, diante dos dados obtidos através da pesquisa realizada com os recepcionistas de hotéis de grande porte em Boa Viagem – Recife – PE, observa-se 88,6% dos entrevistados consideraram a sua atuação estressante. Sendo que a maioria deles (47,7%) a avaliou como “um pouco estressante”. Dentre os fatores que mais causam stress destaca-se: normas e rotinas, condições de trabalho, responsabilidade, dinamismo e cobranças, acúmulo de funções e de papéis exigências desnecessárias, pressão etc. Diante destes dados, torna-se evidente pensar sobre quais alternativas favoreceriam estes trabalhadores, no sentido de minimizar alguns fatores que, a nosso ver, poderiam ser evitados, no intuito de minimizar as causas de stress nestes segmentos de trabalho.
O quarto artigo trata-se de uma visão crítica da relação entre o trabalhador e a empresa no tocante à qualidade de vida do trabalhador QVT. O texto foi elaborado por um aluno do 4º ano do Curso de Administração da UNAMA, o qual apresenta uma ilustração crítica que representa a incessante luta do trabalhador para conseguir meios que facilitassem suas tarefas diárias e as transformassem em algo prazeroso.
O autor cita Huse e Cummings (1985) para destacar as principais dimensões que trariam ao indivíduo uma melhor qualidade de vida: adequada e satisfatória recompensa; segurança e saúde no trabalho; desenvolvimento das capacidades humanas; crescimento e segurança profissional; Integração social; direitos dos trabalhadores; espaço total de vida no trabalho e fora dele e relevância social. Neste sentido, Souza Jr (2003) ressalta que as questões políticas, econômicas e sociais dos países, bem como o processo de globalização trouxeram diversas incertezas ao campo do trabalho, por este motivo, o trabalhador passou a demandar mais qualidade de vida no seu ambiente de trabalho, desta forma, as organizações passaram a procurar atender as mais diversas necessidades presentes no dia-a-dia do trabalhador através do incentivo às reuniões sociais em clubes, jogos esportivos e outros.
Diante destas considerações, acrescentamos que, quando a empresa investe em estratégias que favorecem a qualidade de vida dos funcionários, como, por exemplo, na saúde, segurança, lazer, está concomitantemente investindo na boa qualidade nas funções desempenhadas por estes servidores, que resulta em produtos e serviços de qualidade. Assim, a organização beneficia aos seus recursos humanos que por sua vez dão um retorno qualitativo em termos de eficiência e eficácia no trabalho desempenhado.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

AYRES, Kátia Virgínia, SILVA, Iraneide Pereira da, SOUTO-MAIOR, Robéria César. Stress e Qualidade de Vida no Trabalho: a Percepção de Profissionais do Setor de Hotelaria. 2004.

MORETTI, Silvinha. Qualidade de vida no trabalho x auto-realização humana. Instituto Catarinense de Pós-Graduação – ICPG.

SOUZA JR, Oswaldo Gomes de. Qualidade de vida no trabalho:
uma visão crítica da relação entre o trabalhador e a empresa. Lato & Sensu, Belém, v. 4, n. 1, p. 3-5, out, 2003

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VASCONCELOS, Anselmo Ferreira. Qualidade de vida no trabalho: origem, evolução e perspectivas. Caderno de pesquisas em Administração, São Paulo, v. 08, nº 1, janeiro/março 2001.

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