PEQUENA INFERÊNCIA À EDUCAÇÃO POPULAR SEGUNDO PAULO FREIRE – Parte l

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 A Educação começa na infância, onde as crianças estão atentas às novidades e ao novo mundo que se vos abrem nos primórdios de suas vidas. Tudo é novidade. Tudo é descoberta. Na infância, aprendem a falar, a ouvir, a sentir, a cheirar, a ver, a criar e recriar o que absorvem. Então, fica a pergunta: A pessoa tem educação só porque sabe ler? E, mais: O que vem primeiro, a leitura ou a escrita? Uma pessoa não sabe ler e nem escrever, então se deduz que esta é ignorante? Não possui nenhum conhecimento?

A Educação parte e deve ser encarada a partir da visão de mundo. A partir dos níveis de leitura do mundo. E, as codificações devem estar de acordo com o contexto e experiências sociais dos educandos. Não se pode de maneira alguma deixar de conhecer e saber que a Educação é um direito de todos. Porém, é negado este direito para a maioria da população. Especialmente, aqui no nosso caso, desde o descobrimento do Brasil, a população excluída.

Entenda! Os europeus vieram aqui e alegaram que descobriram a “terra”. Bom, aqui havia moradores. Os índios com suas crenças, culturas e conhecimento. Sem diálogos, nem fianças, nem negociações. Nada! Nada! Foram quase que totalmente massacrados. Pouco tempo depois, os que sobreviveram tomaram cartilha dos jesuítas e se safaram deixando de lado sua história, educação e cultura. Absorvendo uma nova “educação”.

Mais adiante, os benevolentes europeus, não obstante de poupar seus pobres corações da fadiga e da taquicardia, foram sem demora no território de ébano. Lá encontraram vários povos pacíficos e dispostos a lhes oferecer o braço, corpo, alma e pescoço como mão-de-obra. O pagamento viria depois da jornada por dalém mar. Mais uma vez, sem diálogos, nem fianças, nem negociações. Nada! Nada! Foram quase que totalmente massacrados. Escaparam por pouco pelo vários processos de alforria dados pelos misericordiosos descobridores dos sete mares. Mais uma vez, entraram no processo das classes de alfabetização, onde o professor ditava e educava e ensinava uma educação bancária pré-programada, lógico, ditada pelos desbravadores do novo mundo, e dada para aqueles que a recebem.

Na atualidade, de fora da Educação inclusiva, nos campos, ficam os camponeses, os índios. Nas cidades, os descendentes dos negros, dos índios, os ciganos, os nordestinos, os amazonensses, os pobres, os operários, etc. Mas, dão graças nas casas sacras, nas casas das Leis, aos herdeiros europeus, os quais continuam afirmando que seus pais descobriram estas terras. Que se quiserem pesquisar um pouco, verão que a única nação que realmente possuem documento com validação divina de escrituração sobre a posse e administração da terra, não é outra senão a nação de Israel. Mas, isto é matéria para outro assunto.

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Então, fica-se o diálogo, a questão, a problematização: Quem não tem interesse na Educação da população carente, maioria que compõe os grandes aglomerados urbanos e rurais? Sabendo que somos humanos, curiosos, inacabados, incompletos, inconclusos, sociais, conectivos ligados ao próximo e ao mundo. E este está em constantes mudanças e evoluções. Sem dúvidas, o homem também está em constante mudança e evolução.

A verdadeira Educação deve levar o estudante, o que deseja, tem sede e fome e gana de aprender a uma postura de sujeito que cria o seu próprio aprendizado. A verdadeira Educação deve levar ao que aprende a lutar, a combater de todos os modos possíveis todas as formas de exclusões que sempre impera sobre a humanidade. As exclusões sociais, os problemas de saúde, os problemas da justiça, as exclusões no trabalho, as exclusões na própria Educação.

Enfim, educar-se serve para se tornar mais humano. Ter mais qualidade enquanto gente, enquanto imagem e semelhança de Deus, o Criador. Educar-se é ler o mundo, seus contextos, seus prós e contras, antes de ler a palavra. A verdadeira Educação enquanto formação humana é um esforço ético e estético. A realidade é que devemos problematizar o amanhã para que se comece a tomar providências e iniciativas para mudar o hoje.

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Sobre: Adriano Taciano

Latino; Brasileiro; Mineiro; Belorizontino; Estudante (graduação superior tecnológica em Gestão de Recursos Humanos); Poeta e escritor; compositor e músico autodidata.

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