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O problema de ser gente boa demais

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Eu sempre fui meio pé-atrás com essa história de ser muito bonzinho com todo mundo. Tem aquele ditado que diz que “gente muito boa só se ferra”, não é? Eu acredito nele desde jovem. Lembrava de uns coleguinhas na escola que sempre deixavam os outros pegarem um salgadinho do saquinho – e de repente estavam sem nada. Eu mesmo já caí nessa de ser agradável e, no fim, ficar sem nada. No trânsito é a mesma coisa: se num cruzamento você resolver ser legal e deixa um e outro passar, daqui a pouco vai ter uma fila atrás de você buzinando enquanto a outra fila desfila na sua frente – porque ali, NINGUÉM vai ser gentil pra te retribuir, não, meu amigo!

Eu me lembro de um tio meu que resolveu montar uma confecção de peças de couro pra vaqueiros, um público bem específico. Ele fez tudo certinho: fez um curso de empreendedorismo, conversou com contadores e administradores, pegou um belo empréstimo no banco e alugou um grande galpão. Com uma pequena reforma, ele criou o salão de máquinas onde as costuras seriam feitas, o salão de corte, o depósito de matérias-primas, o depósito de peças prontas, banheiros e uma cozinha-refeitório. Até marmiteiro elétrico ele comprou pra facilitar a vida dos funcionários.

Que chefe bacana!

Aos poucos, ele foi encontrando pessoas com experiência em corte e costura de artigos e couro, mas eram poucos; a maioria tinha experiência com confecção usando tecidos convencionais, mas não com couro. Ele ofereceu emprego para todos, sendo que pra esses últimos ele propôs um curso de costura em couro antes de começarem a trabalhar. Aceitaram. E meu tio pagou do bolso.

Em dois meses, ele havia contratado um número adequado de funcionários para a confecção, e já havia dado treinamento aos menos experientes. A produção finalmente começou, a todo vapor. Meu tio pesquisava muito e a cada ideia nova que surgia, ele se reunia com os funcionários todos, mostrava as ideias e discutia quais eram possíveis de fazerem ali. Era um belo trabalho de equipe! Os funcionários gostavam de participar desse tipo de decisão pois se sentiam integrados à equipe, e também se sentiam importantes, pois suas opiniões eram levadas em conta, por mais bobas que pudessem parecer. Que chefe bacana!

Para não paralisar totalmente os trabalhos, os funcionários faziam escala na hora do almoço: meu tio os dividiu em dois grupos e definiu horários diferentes pra cada grupo. Quem quisesse trocar de lugar com alguém do outro grupo, podia, bastando apenas assinar uma ficha de controle pra coisa não virar bagunça. Cada grupo tinha um responsável pelo manejo do marmiteiro elétrico, para evitar acidentes, e esse responsável ganhava um adicional por trabalho com material perigoso. Dava bastante certo e todos estavam satisfeitos, inclusive os clientes.

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Mas aí…

… aí começou a dar errado. Aos oito meses de funcionamento, os funcionários já estavam tão à vontade com meu tio (porque ele realmente dava liberdade demais) que começaram a perder o limite. Piadinhas bobas e brincadeiras começaram a ficar desrespeitosas e, pela primeira vez, meu tio precisou chamar a atenção de alguém ali dentro, o que causou um enorme espanto. Não houve grosseria, mas o ineditismo da coisa os assustou. Obviamente começaram os cochichos.

Passou-se mais um tempo e começaram a sumir peças prontas e alguns materiais de produção, como carretéis e folhas de couro. Isso foi notado no mês em que começaram a ocorrer pois meu tio fazia um inventário todo dia 30. Como ele não sabia que era o responsável, o jeito foi convocar uma reunião para avisar que ele estava ciente do problema e que ia instalar câmeras dos depósitos para aumentar a segurança e evitar injustiças. O cochicho piorou e começaram a acusar meu tio de estar acusando os próprios funcionários de ladrões. Os furtos pararam, mas o humor despencou.

As piadinhas cessaram e se tornaram aquele péssimo burburinho pelas costas. O desconforto começou a se manifestar na qualidade das peças, que já não saíam tão bem feitas quanto antes. Os clientes notaram e reclamaram com meu tio, que não teve como negar. Nova reunião com os funcionários, e dessa vez alguns ficaram contrariados. Ameaçaram se demitir se ele não parasse de chama-los de incompetentes (!). Meu tio, coitado, que nunca foi de discutir, chegou a suar, sem entender como a situação tinha chegado naquele ponto. Ele não tinha chamado ninguém de incompetente! De onde tinha vindo aquilo?

Eu era o administrador da empresa e, vendo o coitado naquela situação (e eu não tenho papa na língua, mesmo), assumi as rédeas e fiz o pessoal aquietar. Mostrei uma bota de couro que eu havia comprado de uma das primeiras levas – e por sinal, estava usando – e pedi que alguém trouxesse outra do mesmo modelo lá do último lote. Trouxeram. Coloquei as duas lado a lado – e só então eles visualizaram o que os clientes estavam reclamando e meu tio estava tentando dizer: a qualidade tinha caído, e caído MUITO. Até então eu tinha ficado calado, mas aproveitei a oportunidade pra colocar tudo no lugar, todas as desavenças. Não haveria oportunidade melhor do que aquela. Foi duro, mas deu pra salvar.

Na semana seguinte, o clima tinha melhorado um pouco e a qualidade dos produtos subiu novamente. Meu tio precisou se afastar por stress e deixou a empresa a meu cargo até seu retorno.

Como eu disse: gente muito boa só se ferra.

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