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O CONHECIMENTO TENDO COMO BASE A OPINIÃO VERDADEIRA

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O CONHECIMENTO TENDO COMO BASE A OPINIÃO VERDADEIRA

Através da seguinte pergunta, “o que é o conhecimento?”, Platão, na boca de Sócrates, coloca o jovem Teeteto em “xeque”, faz com o que o mesmo se esforce a buscar respostas mais precisas, induzindo de certo modo a definir e delimitar o que é o conhecimento.

No decorrer do diálogo, há sempre a forma de irônica de Sócrates perturbar o jovem. Uma das formas que nos deixam inquietos é a falta de respostas às perguntas feitas de forma que nos cercam e forçam a uma busca profunda de possibilidades para enfim ficarmos com a melhor. Há momentos no texto que o saber estaria incutido na própria alma racional dos indivíduos. Sócrates profere um novo meio, que é a maiêutica: a arte de partejar ideia, tendo essa anterior à ironia Partejar ideias, indubitavelmente, foi o que Sócrates e Teeteto fizeram; definir qual a base do conhecimento não seria, não obstante, tarefa simples, e sim árdua.

No Teeteto, a proposta era extrair o máximo possível de argumentos; para com isso pesar o acervo de possibilidades como sendo base do conhecimento. Posto que Sócrates tivesse uma posição daquele que não sabia, mostrava sempre ignaro no que tange às respostas paras suas perguntas, talvez fosse dotado da habilidade para partejar o conhecimento.

Para mais saberes, as reflexões e esforços para entender o livro do Teeteto não nos garante uma certeza de que a base do conhecimento se encontra dado nas sensações, mas de acordo com o argumento vê-se que o argumento da primeira parte do Teeteto conduz a uma afirmação de que a teoria da percepção é de fato uma teoria constituída para dar corpo para a definição que é “sensação e conhecimento”.  Sócrates conclui o primeiro argumento para a assimilação entre a definição “conhecimento e sensação”. Percepção é sempre do que é, contudo essa é uma questão do conhecimento que possivelmente é dado pelas sensações.

Inclusive, com a leitura do Teeteto já não havia convencimento total do que seria mesmo a base do conhecimento, uma vez que Sócrates queria esgotar possibilidades com as indagações feitas ao Teeteto.
Frente à obra é possível observar nas respostas de Teeteto, cujo mestre era amigo do sofista Protágoras, a infiltração conceitual desses “agitadores de ideias”. De certo modo, há uma consciência oriunda de outros filósofos-matemáticos. Nota-se uma atividade consistente basicamente na preparação do jovem para o exercício da retórica com o fito de torna-los cidadãos politicamente combativos.

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Sócrates se apresenta como sábio, onde no lugar do discurso do sábio ele se apresentará como o que nada sabe. Platão, assim fica evidente, que há um interesse em um “ser-filósofo”. Um cidadão que busca a todo o momento outras conjecturas para favorecer seu argumento em prol da sua posição; em outras vertentes o filósofo é aquele que busca desinteressadamente a verdade para que haja justiça e liberdade. Por outro lado, o filósofo é aquele que foca no mundo inteligível, ignorando o que vulgo tem por precioso, os sentidos. O filósofo inicia alguém na reflexão filosófica fazendo-o compreender não as imagens das coisas, mas as coisas em si, ou seja, a essência das coisas.

Na obra de Platão, o Teeteto, percebe-se que Teeteto tendo resistência em responder adequadamente o que se perguntava Sócrates expos a sua maiêutica, cujo propósito era de fazer com que o jovem Teeteto avançasse em suas reflexões; uma vez que a resposta deveria ser mais consistente. Ao ser “suadido” (persuadido) por Sócrates, Teeteto redefine o conhecimento como sensação. Sócrates intervém e diz que o mesmo estímulo poderia gerar sensações diferentes. Aí o papel da maiêutica: não basta apenas aceitar o conteúdo da explanação argumentativa das ideias, certos argumentos podem ser desprovidos de verdade.  Ademais, Sócrates defende que apenas os sábios devem ser medida, uma vez que Protágoras coloca que o homem é medida de todas as coisas e de tal maneira influencia a posição do Teeteto. Sócrates, enfim, vai de encontro a ideia de que os sentidos é a base do conhecimento. Os sentidos são apenas portas de entradas, enquanto que na alma reside efetivamente o conhecimento.

Tendo havido um “vencido” por Sócrates no embate argumentativo, o jovem Teeteto toma uma nova posição: conhecimento como opinião verdadeira. Essa opinião verdadeira seria possível em função da atividade deliberativa da alma que efetuando perguntas e respostas a si mesma ao final emitiria opiniões, ou seja, juízos. O avanço de Teeteto favorece, com mais aceitação, um novo modo de conhecer. Mesmo assim, há alguns desvios do jovem, pois mesmo assim infere algumas questões às ideias inatas, pois existem opiniões verdadeiras e opiniões falsas para identificar o que é e o que não é conhecimento. Deve haver um tipo de conhecimento “a priori” para facultar o entendimento dessa opinião verdadeira. Como saber, então, se a opinião é falsa, ou quem sabe verdadeira? Existem aí questões particulares, contextos que podem mudar as concepções convencionadas, isso é de indivíduo para indivíduo. A saber, não é possível pensar o que não existe, como haveríamos de negar algo que ainda não existe? A possibilidade dos juízos falsos nos remete a ameaçadora aceitação da hipótese de que é possível a alguém saber e não saber ao mesmo tempo.

Diante das colocações do Teeteto, Sócrates evidencia a definição e diferenciação da opinião falsa em relação à opinião verdadeira a partir da seguinte exposição: tomemos a alma como uma cera onde são gravadas nossas percepções. Se a cera é profunda a que foi captado pela percepção será adequadamente gravado, de outro modo, a gravação será imperfeita. Sócrates vai dizer que opinião falsa é o resultado de um inadequado ajustamento entre pensamento e percepção. Logo a boa articulação entre pensamento e percepção é opinião verdadeira e permite que um indivíduo não tome uma coisa por outra. Posteriormente, Teeteto redefine o conhecimento como opinião verdadeira acrescida de uma base racional. Teeteto não foi feliz quando não obteve resposta através do esforço que fez para alcançá-las. Sócrates de tentar consolar o jovem, falando da maiêutica, não há porque ficar quietos. Ficar conformados frente ao argumento de outrem é deixa de partejar ideias. Há uma nova chance para conceber novos desafios e não toma-los a contento para que possa apurar o conhecimento e o seu argumento.

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Sobre: RICARDO SENEE

RICARDO SENEE, natural de Januária-MG. Jovem dedicado às leituras. Gosta de escrever, tocar, compor belos poemas. Suas inerências: filósofo, teólogo, músico, poeta, escritor nato, comunicativo, ator. O jovem tem uma destreza perfulgente que cativa qualquer um.

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