Mercado do Sexo no Rio de Janeiro – Uma noite em Copacabana

Perambulo pelas ruas de Copacabana, bairro internacionalmente famoso do Rio de Janeiro,
princesinha do mar, eternizada por diversas canções e poemas, Copacabana durante o dia
tem uma face, onde podemos constatar uma das maiores densidades demográficas do mundo
e a maior concentração de população idosa do brasil, mais é à noite que Copacabana se
transforma da princesinha do mar para a loiraça Exocet da música de Fausto Fawcett, não à toa
morador do bairro e onde reconhecidamente se inspirou em diversas letras.

Sob o cheiro de maresia vago pelo bairro para fazer uma reportagem para um site, sobre o sexo
pago no Rio de Janeiro, não poderia estar em lugar mais apropriado, visto que desde a minha
adolescência aqui no Rio, sei que ali é o point das garotas de programa do Rio, passo de carro
pela avenida Atlântica e o relógio marca 00:00 hora, já vejo as “meninas” vestidas à caráter
atrás de seus clientes, passando devagar elas já te olham em grupos de 3-4 garotas, parando o
carro logo uma delas se encosta e faz a clássica pergunta – Quer uma companhia para hoje
a noite ? eu pergunto o preço, ela responde 300,00 reais 1 hora, 500,00 – 2 horas. A profusão de
garotas de programa ao longo da orla é enorme, paro em um famoso bar local, de frente para a
praia, reconhecidamente um ponto de encontro das Acompanhantes no Rio de Janeiro,
à proporção de Acompanhantes femininas e homens é de 4 para 1, à clientela é variada,
do Turista estrangeiro ao próprio carioca da zona sul, acompanhando de uma assistente
do sexo feminino disfarçada com uma indefectível peruca (para não ser reconhecida
“naquele local”),  abordamos as Acompanhantes para a nossa reportagem, uma delas
nos fala, “Não tenho tempo, tenho que arranjar o meu primeiro cliente”.

O nível sociocultural das Acompanhantes vária muito, desde mulheres universitárias fluentes em
2-3 idiomas até mulheres que mal falam corretamente o português, desde meninas de 18-20-22
anos até as que estão a anos na profissão com 40-45 anos, converso com uma, o nome dela é
CHINTIA, com certeza não é o nome verdadeiro e sim o nome de guerra, ela tem 31 anos,
loira e com uma forma física exuberante, ela me fala que mora na baixada fluminense e vai
toda noite para naquele local, já morou em 3 países Europeus, pergunto quais, ela reponde:
Espanha, Itália e Suíça, e fala que é fluente em Espanhol, Italiano e Francês, ela cobra entre
300,00 e 600,oo reais à hora dependendo do cliente… se for gringo cobro mais, diz ela.
Pergunto qual o seu rendimento mensal: – Faturo entre 6 e 10 mil por mês. E ela
complementa, em um emprego dito “Formal” eu não ganharia nem 1 terço disso, pois
só fiz o segundo-grau, tenho filho e família para sustentar…

São 2 horas e eu e minha assistente partimos para as casas do ramo, os conhecidos
“inferninhos”, boates onde acontecem os encontros, as garotas entram de graça até
certa hora, e sempre que saem acompanhadas são obrigadas a deixar uma quantia para
a casa, no meu tempo de rapaz,  não era assim, somente os homens pagavam para entrar,
entrando vejo a boate meio vazia, é quinta-feira, um dia que deveria estar cheio, indago
ao velho garçom que esta lá desde os meus tempos de rapaz, eu o reconheci, ele não.
– Por que esta meio vazio ?, na minha época isso aqui pipocava na quinta, ele me
responde que é a concorrência dos sites. Isso aliás eu não tinha parado para pensar, hoje
em dia com a internet, (no meu tempo não havia, ou estava bem no começo da internet) o

cliente dessas garotas não se dá mais ao trabalho de sair de casa em busca de sua presas
“Acompanhantes, Garotas de programa, GPs” como são conhecidas, hoje a maior parte das
Acompanhantes e Acompanhantes de luxo do Rio que outrora frequentavam essas
casas, migraram para os sites de Classificados de Acompanhantes onde expões suas fotos,
seus vídeos e seus dotes, sem se exporem na rua, a mesma coisa acontece com seus clientes
onde basta ligar para ter as suas garotas, não precisando pagar para entrar em Boates.

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Bom, já são 5 da manhã já coletei os meus dados para a minha reportagem, resolvo dar uma
passada na frente do primeiro bar, de longe vejo o burburinho, ali, ninguém paga nada,
só paga o que consumir, tá lotado e o agito ali deve ir até depois do amanhecer, vejo a
primeira garota que estava com pressa atrás do seu primeiro cliente, vejo-a entrando em
um Táxi com um homem alto e loiro com cara de estrangeiro, e imagino, deve ser
o terceiro ou o quarto cliente daquela garota naquela noite de Copa…

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Sobre: RenanMafra

Sou empresário da área de entretenimento no Rio de Janeiro, Fotográfo, designer e programador de sistemas web

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