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MÃES – Por Andrea Neves

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No início de 2002 voltei para Belo Horizonte com a minha filha. Havíamos passado os dois anos anteriores no Rio de Janeiro. Ela tinha 7 anos.

Eu estava preocupada com os novos desafios que ela precisaria enfrentar: nova escola, novos colegas, novas rotinas.

Escrevi esse poema para ela, há exatamente 10 anos.

Meu desejo era que ela pudesse perceber um dia, que é verdade, que tudo muda. Mas que também é verdade que algumas coisas não mudam nunca. O amor, por exemplo.

Hoje, publico esse texto como minha homenagem pessoal a todas as mães – as que eu conheço e as que eu não conheço. A todas nós, que de forma íntima e definitiva, como dizia Caetano, sabemos a dor e a delícia de sermos o que somos.

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Feliz dia das mães!

Foto - 5 gerações da Família de Andrea

Para minha filha

Quando chegar o primeiro dia de escola nova
e os corredores parecerem muito compridos
e as escadas muito altas,
quando forem muitos os rostos desconhecidos
e o tempo dormir sobre as horas,
não se preocupe,
a hora da saída vai chegar e
eu vou estar lá.

E quando vierem as noites intranqüilas
de febre e sono agitado,
quando pedacinhos de medo
parecerem vagar pelo escuro do quarto,
aperta com força a minha mão
porque mesmo que você não saiba nunca,
eu vou estar lá.

E quando caírem os seus dentes
e você aprender a nadar,
quando você ficar muito contente
com as voltas que o mundo dá,
repare que nas mudanças
eu não mudei de lugar,
eu vou estar lá.

E quando você conhecer
o momento de se despedir,
e o papai noel e a fadinha dos dentes
deixarem de existir,
quando o peito parecer apertar
e o coração ficar pesado, difícil de carregar,
procure por mim
porque, com certeza,
mesmo que você não se lembre,
eu vou estar lá.

E quando chegar o tempo
das tardes de chuva fina
e chegar a vez das noites
mergulhadas em estórias antigas,
quando você precisar de alguém
que lhe ensine a primeira oração
e que a ajude a não esquecer nunca
que o que vale a pena
está escrito em cada coração,
fique tranqüila:
eu vou estar lá.

E quando os ventos forem fortes ou fracos demais
e as calmarias longas ou rápidas demais,
quando você quiser que de pé, na beira do cais,
alguém lhe acene a cada partida
e a abrace em cada chegada,
não se preocupe
olhe bem sob a neblina
porque,
faça sol ou faça chuva,
faça choro ou alegria ,
eu vou estar lá.

E mesmo que o tempo passe
e eu não possa mais lhe abraçar,
mesmo quando eu for para todos
apenas um retrato em algum lugar,
mesmo assim,
sempre que você precisar,
respire fundo, com calma e vagar
e no silêncio do seu coração
você vai saber:
eu sempre vou estar lá.

2002

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