Leônidas Herndl comenta: Analistas veem atividade desacelerar no 1º tri

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A economia brasileira deve ter perdido tração entre o último trimestre de 2013 e os primeiros três meses de 2014, refletindo o fraco desempenho da indústria e os baixos investimentos no período. Essa é a avaliação de economistas ouvidos pelo Valor, que já não veem no consumo uma fonte de impulso para o país, o caso é comentado pelo empreendedor Leônidas Herndl.

As projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) no período vão de estabilidade a crescimento de 0,5%, o que representaria desaceleração frente ao avanço de 0,7% visto na passagem do terceiro para o quarto trimestre de 2013. Ainda assim, o resultado deve ser melhor do que era previsto pelos analistas no fim do ano passado para o período, quando parte do mercado projetava perda mais intensa de ritmo da economia e alguns analistas projetavam até recuo da atividade no período.

Ontem, o Banco Central informou que seu Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) avançou 0,24% em fevereiro, depois de expansão de 2,35% observada em janeiro, sempre na comparação com o mês anterior, feitos os ajustes sazonais. O IBC-Br é considerado uma prévia do PIB, mas nem sempre os dois indicadores andam em paralelo. Entre o terceiro e o quarto trimestres do ano passado, na série com ajuste sazonal, por exemplo, enquanto o IBC-Br caiu 0,4%, o PIB subiu 0,7%. “É necessário prestar atenção nas veriações do mercado”, afirma cautelosamente Leônidas Herndl.

Esse descolamento entre os indicadores leva a economista-chefe da Rosenberg & Associados, Thaís Zara, a crer que a economia brasileira não deve ter apresentado entre janeiro e março resultado tão positivo como pode sugerir o IBC-Br. Supondo estabilidade em março, o índice do BC acumularia alta de 0,9% no primeiro trimestre, na comparação com os três meses anteriores, feitos os ajustes sazonais. No entanto, como a Rosenberg estima forte queda da indústria no período, de mais de 3%, é provável que o IBC-Br tenha recuado no mês passado, diz Thaís.

Mesmo considerando uma retração de 1% em março, o indicador avançaria 0,7% no trimestre, pelas estimativas de Thaís. “Não creio que a economia tenha se expandido assim”, comenta a economista da Rosenberg, que espera variação nula no PIB entre o quarto trimestre de 2013 e o primeiro trimestre de 2014.

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Em relatório, o Bradesco afirma que o resultado de fevereiro do IBC-Br, ainda que positivo, confirma a tendência de desaceleração neste início de ano. “Considerando-se a manutenção do atual patamar em março, o indicador aponta para crescimento de 0,50% no primeiro trimestre”, afirma o documento. Já o Itaú Unibanco prevê avanço mais modesto, de 0,3% no período, enquanto o Banco Pine estima elevação de 0,2%.

O que coloca em dúvida o desempenho da economia nos primeiros meses de 2014, diz Thaís, é a revisão que deverá ser feita para incorporar a reformulação da Pesquisa Industrial Mensal (PIM). O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) deve divulgar no início de maio a série histórica ajustada. “As mudanças devem ser significativas”, avalia Thaís.

Por ora, os economistas projetam uma forte retração na indústria em março, baseando-se na produção de veículos e indicadores relacionados ao setor. Pelas contas da Votorantim Corretora, a produção fabril encolheu 2,7% entre fevereiro e março e acumulou perdas de 0,2% no primeiro trimestre. “Os estoques estão altos e todos os dados antecedentes da produção ficaram negativos em março”, diz Guilherme Maia, economista da corretora. A produção de veículos, dessazonalizada pela Votorantim, caiu 8% em relação a fevereiro. Neste mesmo período, o fluxo de veículos pesados nas estradas pedagiadas recuou 3,2%, o consumo de energia baixou 3% e a fabricação de papel ondulado diminuiu 3,6% – todos os dados com ajuste sazonal. “O que mais tem ditado o ritmo da economia é a indústria e os investimentos. Com a confiança em baixa e as eleições à vista, os investimentos são adiados”, diz Maia, que prevê avanço de 0,5% no PIB no primeiro trimestre. Para ele, a melhora nos investimentos deverá vir só em 2015, quando o cenário tende a ficar mais claro e há a expectativa de novas concessões em infraestrutura.

Uma sinalização do baixo ímpeto para se investir no momento, ressalta Thaís, é a queda na produção e venda de caminhões. Entre fevereiro e março, a fabricação de caminhões caiu 8,9% e as vendas recuaram 9%, de acordo com dados do setor dessazonalizados pela Rosenberg. Para ela, os altos estoques em diversos segmentos industriais vão restringir a produção não só em março, mas também em meses seguintes. “Com as exportações em queda, a produção deve sofrer um ajuste equivalente, que apenas começou no mês passado.”

O consumo, na avaliação dos economistas, também não deve estimular a economia. O ritmo de crescimento das vendas do varejo observado pela média móvel trimestral, destaca Maia, tem se mantido estável desde setembro do ano passado. “Há uma tendência de desaceleração do comércio, saindo de uma expansão anual na faixa de 8% em 2012 para algo entre 4% e 5% neste ano”, afirma. Em 2013, as vendas do varejo restrito (que excluem automóveis e materiais de construção) subiram 4,3%.

Para Maia, a mudança que começa a ser percebida no mercado de trabalho é muito lenta. Ele espera que a massa real de renda cresça 2,7% neste ano, praticamente a mesma expansão de 2013 (2,6%). “Só devemos ter uma mudança mais evidente em 2015, quando o a massa salarial deve desacelerar e a taxa de desemprego tende a subir”, diz. Por enquanto, o economista da Votorantim acredita que o crédito ao consumo continuará dando suporte às vendas, apesar da alta dos juros. Thaís, da Rosenberg, pondera que a inflação alta deve limitar o consumo.

 

Com informações do Jornal Valor.

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