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Escorpião? Só no céu

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Quem tem pais que cresceram na roça fica acostumado a escutar todo tipo de histórias. Lá em casa, por exemplo, cansei de ouvir meu pai falar sobre a tal “mãe-do-ouro” que, segundo ele, ia visitar minha avó pelo menos uma vez por semana. Meu pai é da roça, mas eu não, e na minha cabeça urbanizada, essa tal mãe-do-ouro devia ser uma moça rica que trabalhava numa joalheria ou coisa assim. Mas ele explicou que era como uma grande bola de fogo que só aparecia de noite, saltando do alto de um morro para o alto do morro ao lado. Eu não conseguia imaginar isso de jeito nenhum. Uma bola de fogo jogando pula-cabra nos morros da roça?? E ainda por cima indo visitar minha avó?? Sem chance. Mas ele jurava que era verdade. Tantas noites que passei lá com ela e nunca vi nada parecido!

Mas eu também ouvia histórias fantásticas que, reconhecidamente, não passavam de lendas. A professora da escolinha rural daquela região morava perto da minha avó e, assim como a tal “mãe-do-ouro”, ela também ia visita-la de vez em quando. Muitas vezes, ela aparecia quando eu estava lá e, como sabia que eu adorava uma história, dedicava um bom tempo me contando uma fábula. Quando cresci um pouco mais, ela começou a me contar acontecimentos da mitologia grega e de como eles consideravam que constelações como Órion, Andrômeda e Escorpião eram entidades que tinham sido transformadas em estrelas como homenagem de Zeus. Eu achava aquilo fantástico! Mas numa dessas histórias, fomos interrompidas pelo grito da minha avó, que tinha sido picada por um escorpião que saiu de uma pilha de paletes velhos que ela tinha perto do paiol. Acho que foi um dos dias mais tensos da minha vida.

Correria

Chegamos lá correndo e encontramos minha avó com a mão no calcanhar e praguejando todo tipo de palavrões (aquilo era novidade, eu nunca tinha escutado ela falar nem o xingamento mais leve, quanto menos aquele palavreado pesado!), enquanto esmagava o escorpião repetidamente com um pedaço de tijolo. Ali havia um resto de obra de uma reforma que ela fez na casa havia vários anos, e virou uma mistura de paletes, tijolos, latas de tinta, sacos de cimento vazios e pedras. Era um cantinho bem feio, e ela mesma sempre me recomendava que mantivesse distância.

O escorpião era daquele tipo amarelo, mais perigoso do que o preto, então colocamos minha avó no carro da professora e saímos cantando pneu pelas estradinhas de terra. Segundo os moradores, levantamos tanta poeira na correria que ela custou a baixar de novo.

Obviamente, em zona rural não existem hospitais, mas havia um posto de saúde razoavelmente bem equipado – e por se tratar de zona rural, era esperado que tivessem soro contra veneno de escorpião, peçonha de cobra, de aranha… Mas não havia. Só faziam curativos mais simples e encaminhavam casos mais sérios que isso para o hospital da cidade. Lá fomos nós chiando pela estrada de terra de novo, até o centro da cidade. Levamos 10 minutos para percorrer um trecho que normalmente se leva 25 – minha avó estava branca quando chegamos à cidade, mas era de medo de capotarmos!

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Limpeza geral

Mas ninguém capotou e chegamos “bem” à cidade. Logo estávamos no hospital. Entrei gritando feito uma louca e rapidinho apareceram dois enfermeiros para ajudar atirar minha avó do carro e passa-la para uma cadeira de rodas. Ficaram cerca de 20 minutos com minha avó no ambulatório e vieram falar conosco que nem parecia que ela tinha sido picada por um escorpião! “Sua avó está xingando o bicho desde a hora que vocês entraram nesse hospital, quase nem respondia o que perguntávamos!”, falou a enfermeira-chefe, aos risos. “Mas ela vai precisar passar a noite aqui, em observação, porque já é muito idosa e tem alguns problemas de saúde”. Nós concordamos; minha avó é que não gostou muito.

Como se tratava de picada de escorpião, não demorou a aparecer um fiscal da vigilância sanitária para nos perguntar as circunstâncias do ocorrido, e mencionamos a pilha de paletes e restos de construção, de onde o bicho havia saído. Ele enviou uma equipe junto conosco para vistoriar – e acharam um ninho com dúzias – DÚZIAS – de escorpiões se criando naquela mesma pilha! Era tragédia anunciada. Uma de nós ia acabar virando constelação por causa daquelas pragas. Capturaram tantos quantos foi possível e, no dia seguinte, chamamos um caminhão-caçamba para remover aquilo tudo.

Hoje minha avó está bem, e eu mais tranquila. Mas a história do Escorpião no céu, eu preferi esquecer.

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Um Comentário para: “Escorpião? Só no céu

  1. Adorei a história, tem um amigo meu que disse que uma vez viu uma dessas bolas, junto com o avô dele era contador de histórias também. Ele jura ter visto, chegou bem pertinho deles.

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