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ANÁLISE SOBRE O LIVRO “O TERCEIRO HOMEM”

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O livro: “O terceiro homem” trata-se de uma obra bastante interessante, com contextos históricos de grande relevância na história mundial. O primeiro ponto a observar é a habilidade narrativa de Graham Greene neste romance, que insere assuntos decorrentes de um cenário de grandes conflitos e incertezas de ordem mundial, a exemplo da situação de Viena após o fim da Segunda Guerra Mundial. Alguns temas centrais, como a consciência moral e as ansiedades do homem contemporâneo são muito bem retratados neste livro.
Trata-se de um livro que, como destaca o autor, foi feito pra ser visto não para ser lido, por isto que também foi lançado em filme, considerado um excelente filme britânico que foi dirigido por Carol Reed e com Joseph Cotten, Orson Welles e Trevor Howard no elenco. Vencedor do Oscar de Melhor Fotografia – Preto e Branco. O segredo do livro ter se adequado tão bem ao campo do cinema é por causa do seu suspense, sua caracterização histórica e cinematográfica, que de fato chama a atenção do leitor e do telespectador, possuindo uma narrativa linear desenvolvida por um único fio condutor que se desenvolve de maneira sequencial do princípio ao fim sem complicações ou desvios do caminho traçado. Desta forma, a narrativa deste livro respeita todas as fases do desenvolvimento dramático tradicional, pela facilidade no entendimento acerca do desdobramento da ficção.
O título do livro refere-se a busca incessante de Rollo Martins pelo possível “terceiro homem” presente na hora da morte de Harry Lime, pois ele achou a história sobre a morte do seu amigo muito mal contada e bancou o detetive amador para desvendar tal mistério, no final, acabou descobrindo que era tudo uma farsa.
O personagem principal do livro é Holly Martins, um escritor não muito prestigiado que tinha como especialidade, os romances baratos de faroeste ou bangue-bangues. Ao passar dificuldades nos EUA, é convidado por seu amigo de infância Harry Lime a mudar-se para a Áustria, onde segue a procura de um emprego. Martins então segue para Viena, e lá vivencia experiências conflitantes num contexto de pós Segunda Guerra Mundial.
O livro enfatiza vários aspectos interessantes a respeito da personalidade dos personagens centrais. Observamos, ao longo da leitura do livro que Martins era um homem muito corajoso, isto fica evidente no fato dele virar um detetive e tentar descobrir quem eram os possíveis assassinos do seu amigo Lime, não temendo os ataques que poderia sofrer, visto que, na época, Viena estava dividida entre quatro potências: a russa, britânica, americana e francesa. A partir de então, o personagem passa a ter contato com o submundo corrupto formado pelos ocupantes aliados na cidade, tendo que passar por várias situações constrangedoras, mas foi persistente até descobrir a verdade sobre seu amigo.
O personagem Harry Lime, por sua vez, mesmo que durante quase todo o livro apareça como um sujeito morto misteriosamente, nas páginas finais do livro mostra seu verdadeiro caráter de ambição e impiedade, estando ele envolvido em um mercado negro de penicilina e que por este motivo sofreu represarias e teve que se refugiar em territórios russos, forjando sua própria morte com a ajuda do seu amigo Kutz, para despistar os policiais acerca de todas as fraudes por ele cometidas.
O livro foi escrito com uma linguagem crítica e, algumas vezes irônica sobre a realidade da época. A posição crítica do autor é percebida em várias situações descritas na obra, exemplo: “A zona russa estava assinalada por grandes estátuas de mal gosto de homens fardados”; (p. 19); “Sempre tive ódio de policiais, ou são bandidos ou são burros”. (p. 26). Verifica-se ainda expressões irreverentes para a época, termos que, mesmo nos dias atuais são considerados vulgares. Podemos então refletir o impacto que os leitores dos anos 50 tiveram ao ler um livro de uma escrita tão forte, que não coincidia com o estilo literário da época devido a censura.
O autor cita nomes de personalidades importantes da literatura, como Shakespeare, considerado um dos mais importantes dramaturgos e escritores de todos os tempos. Seus textos literários são verdadeiras obras de arte e permaneceram vivas até os dias de hoje, onde são retratadas frequentemente pelo teatro, televisão, cinema e literatura. Romeu e Julieta é umas das obras mais conhecidas deste fantástico escritor.
Virgínia Woolf é também citada na obra, sabe-se que esta autora foi uma das mais importantes escritoras britânicas, estreando na literatura em 1915 com um romance (The Voyage Out) e posteriormente teria realizado uma série de obras notáveis, as quais lhe valeriam o título de “a Proust inglesa”. Esta escritora reuniu alguns ensaios sobre mulheres e literatura no livro “Um teto todo seu”, publicado em 1928. Sua análise da situação das mulheres, especialmente daquelas que desejam atuar em atividades intelectuais, é marcante pela lucidez e pelo desnudamento do tratamento que os críticos davam a seus trabalhos.
Quanto a realidade sociopolítica do território austríaco, no decorrer da narração percebemos a grande desolação que sofria Viena e os ataques sofridos a partir da intervenção das autoridades internacionais. Nesse sentido, a autoridade exercida pelas quatro potências é retratada na ficção de uma forma tão real, como se o autor Graham Greene estivesse de fato narrando um acontecimento histórico, e não uma simples ficção literária.
Quando o personagem Martins se depara com as circunstancias decorrentes da misteriosa morte de Harry, ele se depara com um mundo de silêncio, perigo, corrupção e mentira. Neste cenário, podemos relacionar vários fatos da vida real à ficção, a exemplo dos bombardeios sofridos por Viena e que são mencionados na obra. Neste sentido, podemos relacionar estes bombardeios a fatos reais que aconteceram justamente no período da Segunda Guerra Mundial. A história aponta que em Viena, em março de 1945, o prédio da ópera Estatal sofreu bombardeios e ataques pelos estadunidenses. Este fato nos faz refletir sobre o caráter realista do livro, pois é uma ficção que penetra com profundidade à realidade histórica mundial.
O livro em questão trata de assuntos considerados relevantes na história mundial, a exemplo da diversidade religiosa. Na página 19 encontramos a seguinte expressão: “Martins lembrou-se que Lime era católico e dificilmente seria enterrado no setor britânico”. Ele disse isto porque o cemitério estava dividido entre as quatro potências e o corpo de seu amigo estava sendo enterrado justamente no setor britânico. Neste sentido, podemos evidenciar, como fato histórico presente no livro, a questão das rivalidades religiosas na Grã Bretanha. Fazendo um paralelo entre ficção e realidade, podemos enfatizar sobre a história das divergências religiosas nos territórios britânicos.
Sabe-se que o Cristianismo é a religião oficial da Grã-Bretanha praticado pela Igreja Anglicana. Os seguidores deste ramo do Cristianismo são conhecidos por Protestantes e são a maioria da população, apesar de haver também muitos católicos. Os Cristãos constituem cerca de 71% da população, mas a Grã-Bretanha é uma sociedade composta por uma variedade de crenças e muitas outras religiões, como o Budismo, o Hinduísmo, o Judaísmo, o Islamismo e o Sikhísmo que são praticadas livremente.
Segundo a história, antes do reinado de Henrique VIII, A Grã-Bretanha era um país católico romano guiado pelo Vaticano em Roma no que diz respeito a assuntos religiosos. Em 1533 o Rei Henrique VIII fundou a Igreja Anglicana quando o Vaticano não o autorizou a divorciar-se da sua primeira mulher. Ele então desesperado por ter um herdeiro varão, e até essa altura só tinha tido filhas. Quando o Vaticano o proibiu de se divorciar, ele ficou furioso e decidiu estabelecer a sua própria fé – a Igreja de Inglaterra – e designou-se a ele mesmo líder.
Mesmo sendo o anglicanismo considerado a religião oficial da Grã Bretanha, pesquisas atuais revelam que mais católicos do que anglicanos frequentam as igrejas da Grã-Bretanha. Os resultados da pesquisa vieram a público depois da notícia de que o ex-primeiro-ministro Tony Blair, que foi educado como anglicano, converteu-se ao catolicismo, seguindo o exemplo de sua mulher e seus quatro filhos, que são católicos devotos.
Fazendo um paralelo com a história retratada no livro, podemos destacar que na época em que o livro foi escrito, eram evidentes os conflitos entre Igreja Católica e Igreja Anglicana. Hoje, porém, o território britânico reflete grandes mudanças com relação a religiosidade, uma vez que o conflito entre católicos e anglicanos não é tão alarmante quanto nos tempos passados.

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