Acampamento: é legal, mas tem que ter alguns cuidados…

Você gosta de acampar? Eu adoro. Melhor coisa que tem é sair dessa maluquice barulhenta da cidade (grande ou não) e ir pra um lugar totalmente diferente, que não esteja inundado de concreto e de gente, que não tenha carro de som passando nem escapamentos barulhentos, sem gente falando alto, criança fazendo birra na rua, gente se atropelando porque distraiu com o celular… Afe! De vez em quando é preciso dar um tempo, senão a gente pira! E acampar, pelo menos pra mim, sempre foi uma das melhores formas de arrancar a barulheira do crânio e enchê-lo do silêncio gostoso da mata.

Acampar é tudo de bom! Os barulhos mais altos que você escuta por lá, via de regra, vêm das folhas das árvores balançando com o vento. Ouve-se também o canto de vários pássaros diferentes. Dependendo da mata a que se vai, dá pra ouvir algumas espécies de macacos e miquinhos! Super bacana! Ah… sem falar no som das cachoeiras e no barulhinho gostoso da parte calma do rio… Vai por mim, é terapêutico. Mas acampamento, apesar de ser muito gostoso, tem algumas “manhas” (ainda se usa esse termo?) que devem ser seguidas caso você não queira sair dali enchendo o bucho de Annita pra não chegar de volta em casa com ‘aquela’ diarreia.

Nem tudo que reluz é ouro

E nem tudo que é água é limpo. Não, mesmo. É comum as pessoas pensarem que a água dos rios e cachoeiras é limpinha e darem altos goles daquela água “maravilhosa, direto da fonte da natureza”… Ai, que lindo. Só que não. Já parou pra pensar que tem vários animais – além de você, claro – por ali? Já reparou se seguindo rio acima não há nenhuma fazenda com gado? Porque se tiver, você sabe, eles fazem “qualquer coisa” em qualquer lugar, inclusive no rio. Sem contar que bebem água ali também. Se não forem bois e vacas, podem ser cavalos. E se não houver fazenda nem pastagem nenhuma lá pra cima… Bom, temos ainda nossos amiguinhos, os macacos. Vai saber o que andaram fazendo nesse riacho, minha senhora… ai, ai, ai… Por isso, nada de beber dessa água diretamente, nem lavar utensílios ali. Se não tiver jeito, pelo menos dê uma boa fervida nessa água antes de usá-la; ainda não vai ficar ideal, mas o risco diminui. Se tiver como levar daquelas pastilhas decantadoras que encontramos nos mercados, use ela antes de ferver a água. Ela vai fazer com que as partículas sólidas vão para o fundo do pote. Passe a água purificada pra uma panela, deixando a parte decantada pra trás, e ferva bem.

Outra coisa: nem toda frutinha que dá no mato é segura para comer – e veja bem: se nem os macaquinhos e as aves comeram, deve ter coisa errada com elas, não é?? Fique muito, mas MUITO atenta a essas frutinhas lindas de morrer: no fim das contas, elas podem ser “de morrer” mesmo. Existem inúmeros casos e pessoas que chegaram voando na emergência depois de experimentar uma dessas joinhas da natureza. Intoxicação, envenenamento, às vezes até óbito. Então não facilite.

Outro perigo é a comida preparada na fogueira. Em geral, as fogueiras montadas nos acampamentos são bem rudimentares, feitas com algumas pedras e pedaços de lenha. É comum que o alimento seja tocado por faíscas e pedaços de cinzas – e essas cinzas tão insignificantes podem dar uma diarreia que você não queira saber… Portanto, durante o preparo dos alimentos, vigie, fique de olho para o caso de uma porção de cinzas voe para dentro da panela. Muitas vezes é possível evitar que ela entre – ou removê-la caso ela chegue a entrar em contato com o alimento.

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De olho nas plantas

Algumas plantas também não são muito amigas (esqueça o papo de que uma erva natural não prejudica). Certos tipos de cipós exsudam um “leite” muito potente que pode desencadear alergias bastante severas. É comum usarmos cipós em acampamentos com menos estrutura, para pendurar lonas e utensílios, mas é preciso cautela com eles. Se você não entende nada de cipós, corte um com um facão e repare se ele solta esse “leite”, essa seiva branca. Se não soltar, pode ficar mais à vontade com ele (mas fique de olho se ele não vai causar alguma irritação assim mesmo); caso ele solte, é melhor ignorar esse tipo e procurar por outro.  Essa seiva é bastante venenosa – e, no mínimo, pode deixar uma mancha na pele que vai custar a sumir.

Por fim, insetos. Algumas reações alérgicas se manifestam através da liberação mais completa, absoluta e irrestrita do intestino grosso.  É, minha amiga, a c*ganeira. Na maioria das vezes vemos vermelhidão na pele, inchaços, edema de glote, mas tem gente que “libera geral” ao som de “Não se reprima” dos Menudos (nossa, fui longe, agora). É um estrago daqueles. E num acampamento, obviamente existem muitos insetos, e de todos os tipos: dos que voam, dos que pulam, dos que irritam, dos que se escondem em buraquinhos no chão, dos que rastejam… Muitos têm um veneninho em seus corpinhos que nem precisa de picada pra dar uma ração chata feito essa. Mas é só ficar de olho. Se vir algum, espante pra lá.

Se depois desse terrorismo todo você ainda estiver animada a acampar (eu estou!), é só tomar os cuidados necessários e partir pra ser feliz! Pelo menos por um final de semana.

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