A edificação

A edificação

As máquinas trabalharam durante o dia todo e a metade da noite, mas deixou o terreno preparado para dar início a obra.

Assim no outro dia pela manhã os funcionários da construtora, começaram por encherem as valetas dando assim o principiar na construção.

O prédio a ser construído ocupará todo o espaço de quatro esquinas, sendo que na parte de baixo “o subsolo” que tinha saída para rua de baixo de um lado o estacionamento de automóveis e do outro lado será para recebimento de mercadorias que chegaram dos atacadistas e fabricantes.

E todos ali sabem disso porque a construção desse empreendimento está sendo feito para ser alugado para várias empresas.

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         Então ali na construção trabalha agora mais de cem funcionários dentre pedreiros, marceneiros, armadores, serventes e operadores de máquinas pequenas.

Tudo é como que se estivesse em um formigueiro cada um com seu arranjar, de lá para cá e de cá para lá.

A obra vai sendo erguida muito rapidamente, pois o dono do edifício tem muita pressa no termino.

Com isso a muita presença de caminhões descarregando, ferros, pedras, tijolos, cimentos e todo tipo de material de construção.

O dia todo é batido de martelos, marretas, e a poli corte fazendo seu barulho cortando os ferros, para fazerem as armações.

Com isso os armadores trabalham sem parar com seus alicates, amarando-os fazendo assim virarem grades resistentes.

As betoneiras também não cessam seu barulho, fazendo sem parar o concreto para que as colunas subam mais rápido que as paredes, tanto as laterais como as de dentro.  

E com esse ritmo acaba então a parte do térreo em pouquíssimos dias, partindo se para a parte do primeiro andar.

Alguns dos empregados comentam que o edifício vai ser de dois andares, o “térreo” já encontrar-se alugado para um supermercado de grande porte, que somente espera o acabar para consolidar se no local.

Em meio aos trabalhadores também comentam que este supermercado é de uma grande rede e que ele representa várias outras indústrias de laticínios, frigoríficos, cerealistas, farmacêuticas, empacotados, enlatados e outras tantas.

O primeiro andar sendo construído salas para bancos, caixas, casa lotérica, escritórios de advocacia, também para algumas imobiliárias e dentistas.

E o ultimo andar sendo este terminado fixaria ali lojas de roupas, butiques, e até mesmo um pequeno-hotel com dormitórios e restaurante.

Então estavam a todo vapor a obra, pois tinham um tempo determinado para entregar, o proprietário queria que tudo ali fosse inaugurado até o começinho de dezembro.

         Dezembro seria muito bom porque é mês de muita festa e o povo está com dinheiro guardado para comprar de um tudo.

De fato era esse compassar de trabalho e entre os trabalhadores alegria o dia todo; uns cantando, outros assobiando, uma verdadeira festa entre eles.

Havia o proprietário prometido que se eles terminassem no prazo apontado daria uma festa para todos.

Com isso o pau ia moendo e a construção subindo.

         Mas nesta vida nunca vamos descobrir do porque acontecem certas coisas que muitas das vezes fica sem explicação.

Sem mais sem menos uma tragédia daria se ali naquela grande obra.

No mês de novembro já faltando não muito para o término da edificação, eram quatorze horas e vinte minutos, quando uma ventania surgiu se de repente vindo do oeste para o leste atingindo o andaime.

E neste andaime trabalhava a dupla de pintores Zizo e Lucas e com o balançar do andaime por causa da ventania, as caçambas e os rolos foram os primeiros a caírem lá embaixo.

O vento cada vez mais se tornava forte, Zizo e Lucas se agarraram intensamente na grade de proteção, mas o vento fazia o andaime balançar como a uma barquinha de parque de diversões.

Zizo foi o primeiro a se soltar da proteção escorrendo por baixo da grade indo direto ao chão.

Logo em seguida o vento ainda mais furioso fazia com que o andaime começasse a retorcer, e com isso Lucas não teve escape saiu como a uma bala de uma pistola indo a uma distancia para mais de trinta metros, batendo-o assim com a cabeça em uma parede do edifício da frente, morrendo instantaneamente.

O vento durou por dez minutinhos apenas, mas foi o suficiente para causar muitos danos em toda a região da cidade.

         Zizo estava ainda por respirar, sendo levado para o hospital, mas não teve como escapar, teve traumatismo craniano vindo há falecer no outro dia.

Somente dois dias de luto e depois a obra continuou e já nos dias seguintes todos com um pouco de tristeza voltavam à normalidade.

A vida sempre há de continuar para os que ficam e a edificação foi entregue dentro do prazo combinado e como havia prometido por parte do proprietário os funcionários tiveram a grande festa.

“Senisio

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